Sem dinheiro para trazer corpo ao Brasil, família de brasileira morta na Alemanha após vazamento de gás opta por cremação

Família opta pela cremação do corpo de pernambucana morta na Alemanha após vazamento de gás A família de Luciana Soares da Silva, a pernambucana de 41 ano...

Sem dinheiro para trazer corpo ao Brasil, família de brasileira morta na Alemanha após vazamento de gás opta por cremação
Sem dinheiro para trazer corpo ao Brasil, família de brasileira morta na Alemanha após vazamento de gás opta por cremação (Foto: Reprodução)

Família opta pela cremação do corpo de pernambucana morta na Alemanha após vazamento de gás A família de Luciana Soares da Silva, a pernambucana de 41 anos que morreu na Alemanha após um vazamento de gás em um aquecedor há quase um mês decidiu cremar o corpo por não ter recursos para repatriá-lo ao Brasil. Segundo os parentes, o traslado custaria em torno de R$ 100 mil (veja vídeo acima). À TV Globo, a filha de Luciana, Larissa Soares, contou que, apesar disso, a família também não tem ainda o dinheiro para realizar a cremação. "A gente optou por cremar porque o translado é muito caro, e isso sai dos nossos recursos. A gente precisou optar por cremar também porque já vai fazer quase um mês que minha mãe morreu e a gente não consegue ter nenhuma informação concreta, nenhuma resolução concreta, lá [na Alemanha] tudo demora", afirmou. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Luciana morreu no dia 15 de dezembro, na casa onde ela morava com o marido, o enteado e os filhos (saiba mais abaixo). Larissa, a avó e o pai dela, ex-marido de Luciana, viajaram para a Alemanha no dia 21 de dezembro em busca de informações e apoio para transportar o corpo ao Brasil e trazer os outros filhos da pernambucana, que estão sob os cuidados do governo alemão. Kauã Emanuel Soares da Silva, de 8 anos, é filho de Luciana com o pai de Larissa. Já Maria Khatarina Soares da Silva, de 2 meses, é filha da pernambucana com o viúvo de Luciana, que é alemão. No dia do acidente, a bebê ainda não tinha sido registrada. Larissa voltou ao Recife no domingo (4 ). O pai dela e a mãe de Luciana ficaram na Alemanha para tentar ficar com a guarda das crianças. Segundo Larissa, a família não tinha recursos para se manter na Europa. "A gente comprou passagem para 15 dias. Só que, infelizmente, 15 dias não foram suficientes para a gente resolver todo o caso. (...) Estender duas [passagens] já foi muito sacrifício, então eu precisei voltar. Infelizmente, o meu coração veio faltando um pedaço por não ter conseguido trazer os meus irmãos comigo", disse Larissa. Atualmente, Kauã e Maria estão em um lar temporário, mas a família não tem autorização para manter contato com eles. "As únicas informações que a gente tem sobre eles são por terceiros, pelo pessoal do Conselho Tutelar, que falou que eles estão bem, que eles permanecem na mesma casa, que permanecem juntos com essa família que os acolhem e lhes dão abrigo, e que eles estão bem, que eles já foram ao médico, que estão brincando e comendo. Mas a gente não os viu, a gente não consegue vê-los", disse. Larissa informou, ainda, que a família contratou um advogado na Alemanha para auxiliar no processo de guarda, mas não tem previsão de quando as crianças poderão retornar ao Brasil. "O tempo é de espera. Mas que espera dolorosa... Que espera é essa que está consumindo a nossa família? A nossa família não tem noites de sono tranquilas, a gente não consegue dormir em paz. A gente não consegue trabalhar, a gente não consegue viver tendo essa luta toda, tendo essa dor toda na nossa família", declarou. À esquerda, Larissa, Luciana e Kauã Soares da Silva. À direita, Luciana com os filhos Kauã e Maria Reprodução/WhatsApp O que diz o governo Procurada, a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Prevenção à Violência (SJDH) informou, por meio de nota, que: tem prestado apoio a Larissa, filha de Luciana Soares; vem mantendo interlocução com o Ministério das Relações Exteriores e com o Ministério dos Direitos Humanos "nas tratativas relacionadas à repatriação do corpo e às demais providências necessárias"; acompanha o caso desde o início e "permanece à disposição da família, oferecendo suporte institucional para que os encaminhamentos ocorram da forma mais adequada possível"; por ser um processo internacional, as medidas para a repatriação e os trâmites no exterior são de responsabilidade do governo federal, cabendo ao estado "o apoio e a articulação junto aos órgãos competentes"; "reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos humanos e com o acolhimento da família". Entenda o caso Pernambucana morre na Alemanha e família tenta repatriar corpo e trazer filhos Luciana Soares da Silva, de 41 anos, natural de Olinda, morreu no dia 15 de dezembro na cidade de Cölbe, na Alemanha, após inalar gás vazado de um aquecedor na casa onde morava (veja vídeo acima). Ela vivia com o companheiro alemão, o enteado de 14 anos, o filho Kauã, de 8, fruto de um relacionamento anterior, e a bebê Maria, de 2 meses, filha do alemão. Todos foram hospitalizados, mas apenas Luciana não resistiu. A família brasileira só ficou sabendo da morte após o companheiro, internado na UTI, conseguir contato por celular no dia seguinte (16), informando que as crianças estavam bem. Sem outros parentes na Alemanha, Kauã e Maria foram encaminhados para um lar temporário. No dia 21 de dezembro, a filha mais velha de Luciana, Larissa Soares, a mãe da vítima e o ex-marido dela viajaram para a Alemanha com o objetivo de trazer ao Brasil os dois filhos e o corpo. O Consulado-Geral do Brasil em Frankfurt informou que está em contato com autoridades locais para orientar a família sobre repatriação do corpo e guarda provisória dos menores. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias